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Pontos de vista

Comemoração do Mês Nacional da Herança Hispânica

Todos os anos, de 15 de setembro a 15 de outubro, os americanos comemoram o Mês Nacional da Herança Hispânica, homenageando a história, cultura e contribuição dos cidadãos norte-americanos cujos antepassados vieram da Espanha, México, Caribe e Américas Central e do Sul.

A comunidade hispânica e latina abrange diversas culturas, tradições e idiomas. Para comemorar o Mês Nacional da Herança Hispânica, quatro funcionários da PIMCO falam de suas perspectivas sobre a diversidade da comunidade e a influência da origem hispânica/latina em sua vida pessoal e profissional.

O que o Mês Nacional da Herança Hispânica significa para você?

Giovanni Companioni, senior account associate, América Latina: O Mês Nacional da Herança Hispânica é uma oportunidade para exibirmos a riqueza e a diversidade da nossa comunidade e ressaltarmos as contribuições dadas pelos hispânicos ao longo da história, bem como os sacrifícios e dificuldades enfrentados por eles.

Para mim, ser hispânico significa reconhecer os sacrifícios dos meus pais, dar continuidade à história e às tradições deles, além de servir de exemplo para as futuras gerações.

Como a sua herança hispânica/latina influenciou suas escolhas de vida e carreira?

Ismael Orenstein, senior vice president, portfolio manager de mercados emergentes: Minha opção de carreira é consequência direta de ser nascido e criado no Brasil. Quando eu era jovem e o Brasil estava em um ciclo hiperinflacionário, minha família corria para o supermercado todo primeiro dia do mês (quando recebiam o salário) e comprava o máximo possível de mantimentos antes que os preços aumentassem. Isso me deixou muito curioso para saber por que alguns países tinham esses ciclos alucinados de inflação elevada, inadimplência externa e recessão e isso me levou a desejar trabalhar com mercados emergentes.

Melissa Navas, senior account associate: Meus pais nasceram em Porto Rico e se mudaram para Nova York quando ainda eram adolescentes. A vida nos Estados Unidos nem sempre foi fácil para eles, mas sua determinação para vencer na vida era inabalável. Apesar de terem sido desestimulados por alguns professores e orientadores, meus pais foram os primeiros da família a ingressar na universidade e, mais tarde, cursaram mestrado. Graças ao trabalho dedicado deles, tive oportunidades com as quais eles apenas sonhavam e aprendi o poder da perseverança.

Meus pais sempre me lembraram de que nada que valha a pena é conquistado com facilidade, mas que o trabalho árduo costuma ser recompensado. Como latina, entendo que temos muito a oferecer. Trazemos nossas experiências em comum – nossa latinidade – para o trabalho, dando uma perspectiva nova aos nossos empregadores. Nossa herança costuma estar enraizada em origens humildes, lembrando-nos de que o verdadeiro sucesso vem de retribuir à comunidade e compartilhar com as outras pessoas.

O que você gostaria que as pessoas soubessem sobre a sua cultura (mas não sabem)?

Stephania Vielma, vice president, estrategista de renda fixa: A comunidade latina leva a união muito a sério. "Juntos" significa nos esforçarmos não apenas para entender e aceitar, mas também acolher e amar. A família e a comunidade estão no centro da identidade hispânica/latina, e a cultura popular e a mídia captam a alegria dos lares que falam vários idiomas e contêm várias gerações.

Também é possível traçar linhas entre nossos pais e nós mesmos, os parentes e amigos que ficaram para trás e as novas comunidades às quais nos integramos. Ainda assim, a comunidade hispânica/latina incorpora o ideal de unidade todos os dias, influenciando tudo o que fazemos.

Giovanni: Em grande parte, a cultura cubano-americana é definida pela imigração em massa da ilha de Cuba após a revolução de 1959. Meus pais e avós deixaram tudo para trás no início da década de 1960 e emigraram para os EUA para começar uma vida nova. Eles abandonaram seus lares, seus empregos, mudaram para um país estrangeiro, aprenderam um novo idioma e assimilaram uma cultura diferente. Tenho orgulho de seu trabalho árduo, de sua coragem e de sua resiliência.

Para os cubanos, Miami era uma escolha natural devido à proximidade com sua terra natal. Um passeio pela vibrante Calle Ocho, em Miami, transporta você 330 milhas ao sul, até o coração da antiga Cuba. No icônico Domino Park, você encontra os moradores de Little Havana fumando charutos e discutindo as últimas manchetes durante um jogo de dominó. Depois, você pode ir até uma ventanita (janelinha), onde um café cubano quentinho, doces deliciosos e croquetas crocantes estão entre as delícias servidas para viagem pelas janelas abertas do restaurante.

Melissa: A mídia perpetua estereótipos de hispânicos e latinos. Cresci em Jersey City, uma cidade muito diversificada, mas, quando fui para a faculdade e entrei no mercado de trabalho, ficou claro que muitas pessoas não entendiam a amplitude e a profundidade da nossa comunidade. Era quase como se as pessoas esperassem que eu tivesse uma determinada aparência e falasse, pensasse e agisse de uma certa maneira apenas em virtude da minha origem. Gostaria que mais pessoas reconhecessem a diversidade da nossa cultura comum – os latinos são uma mistura complexa de tradições, raças, crenças e experiências!

Ismael: A culinária brasileira é bastante diversa e tem forte influência das populações africanas e indígenas, bem como de imigrantes do Japão e da Europa. Cada região tem pratos típicos diferentes, como moqueca, feijoada e picanha.

O que a diversidade da experiência hispânica/latina significa para você?

Stephania: Tenho muito orgulho da minha experiência como latina, mexicana e mexicana-americana. Estar enraizada em uma cultura rica em valores, história e tradições foi fundamental para o meu desenvolvimento e me permitiu continuar a crescer e contribuir.

Atualmente, ser hispânica nos EUA significa estar aberta e disposta a permitir que pessoas com um pouco de curiosidade entrem nas nossas comunidades e lhes mostrar o compromisso e o senso de dever que trazemos para os locais onde trabalhamos e os quais chamamos de lar.

Qual tradição familiar transmitida pelos seus pais você deseja transmitir a seus descendentes?

Giovanni: Para as comunidades hispânicas, 24 de dezembro é muito mais do que a véspera de Natal; é uma comemoração da cultura, da tradição e do amor. A Noche Buena (Noite Santa, a Véspera de Natal) é comemorada de forma ligeiramente diferente nas diversas culturas hispânicas, mas em todas elas as festas são repletas de comida, música e alegria.

Antes do início das festividades noturnas, parentes e amigos próximos aparecem para um petisco e uma bebida. Nos bastidores, os membros da família se reúnem para preparar o cardápio clássico de leitão assado (lechón asado), feijão preto, arroz branco, yuca con mojo (mandioca com molho de alho) e banana-da-terra. A trilha sonora é composta por Celia Cruz, Beny Moré, Tito Puente e outros artistas clássicos. Após horas de festejos, a noite termina com os membros mais velhos da família trocando presentes e expressando sua gratidão uns pelos outros. É uma comemoração cubana bastante especial.

Embora algumas tradições tenham se perdido, a Noche Buena continuou a ser de importância fundamental para a nossa comunidade e espero poder transmiti-la.

Melissa: Quando criança, uma das minhas tradições favoritas era a do Día de Los Reyes, ou Dia de Reis, em 6 de janeiro, quando se homenageia os Três Reis Magos. Em Porto Rico e outros países caribenhos e latino-americanos, esse feriado é tão importante quanto o Natal e é particularmente empolgante para os mais jovens. Na véspera do Dia de Reis, as crianças pegam uma caixa de sapatos, colocam um pouco de grama e água e a deixam aos pés da cama. A grama e a água são para os camelos que vieram de tão longe carregando os presentes. Na manhã seguinte, a grama e a água sumiram e foram substituídas por presentes e guloseimas deixadas pelos Reis Magos. Os porto-riquenhos comemoram o dia em família, com pratos tradicionais e muita música. Se você tiver a sorte de comemorar esse feriado em Porto Rico, há também um grande desfile, onde dezenas de milhares de pessoas inundam as ruas para dançar, cantar e receber presentes dos Reis Magos.

Meus pais fizeram questão de manter vivas as tradições da ilha em nossa casa. No futuro, quando tiver minha própria família, planejo fazer o mesmo. Como latinos, essas tradições ajudam a nos manter conectados às nossas raízes, preservando nossa cultura e nos proporcionando um pedacinho de casa, mesmo quando estamos longe.

Stephania: Meus pais ensinaram minha irmã e eu a ter muito respeito pelas tradições do nosso novo lar nos Estados Unidos. O Dia de Ação de Graças é um dos feriados favoritos da nossa família. No entanto, há outra comemoração em novembro que, como mexicana-americana, espero manter viva.

O Dia de Finados (Dia de los Muertos) é um momento para relembrar nossos entes queridos falecidos e homenagear sua vida, bem como a dos que ainda estão aqui. Diz-se que a tradição tem origens pré-colombianas: a UNESCO a reconhece como parte do patrimônio cultural intangível da humanidade. O ritual de montar em casa um altar decorado com velas e malmequeres serve como uma bela lembrança que une nossas histórias ao longo do tempo.

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